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União de Mulheres de São Paulo
Nos últimos anos, a vinda de imigrantes bolivianas para a cidade de São Paulo cresceu muito. Geralmente, elas se empregam na indústria têxtil, onde são instaladas clandestinamente, acompanhadas de filhos pequenos e outros familiares. As bolivianas são pobres e vulneráveis à exploração no trabalho e à violência doméstica. A maioria chega à cidade sem ter conhecimento da língua portuguesa, o que dificulta o acesso à informação e propicia à violação dos seus direitos.
Diante desse cenário, a União de Mulheres de São Paulo, uma organização que busca a defesa dos direitos das mulheres, percebeu a necessidade de levantar informações concretas e confiáveis sobre esse grupo social para atender a sua demanda e iniciar um processo de construção e de implatação de políticas públicas.
Projeto
Com o objetivo de defender os direitos das bolivianas, a organização desenvolve o projeto Imigrantes bolivianas no centro de São Paulo e condições de via e trabalho com destaque para violência de gênero.
As atividades se baseiam no levantamento de dados colhidos em oficinas e reuniões, nas quais participam 150 bolivianas. Essas informações se referem aos aspectos de direitos humanos dessas mulheres, como, por exemplo, suas características socioculturais, necessidades na área de saúde, condições de vida, relações familiares, exercício da cidadania e processo migratório.
O projeto é desenvolvido em parceria com o Centro de Saúde Escola da Barra Funda. Os resultados dessa pesquisa serão divulgados por meios de comunicação e a sua conclusão incluirá propostas de políticas públicas. A organização editará pequenas publicações informativas voltadas às bolivianas.
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