|
|
Grupo de Mulheres Cidadania Feminina
O Grupo de Mulheres Cidadania Feminina é uma organização não-governamental feminista criada em 2002 na comunidade do Córrego do Euclides em Recife, Pernambuco, que trabalha com mulheres e jovens em situação de violência doméstica e sexista e de exploração sexual.
Atuando em seis dos bairros mais carentes e violentos do Recife, o foco principal da entidade é a formação e a organização de mulheres para o enfrentamento da violência através de processos de discussão e conscientização étnica, social e política. Desenvolve projetos de fomento de alternativas produtivas visando à autonomia econômica através da valorização e da reciclagem de capacidades pré-existentes, além de promover reuniões sócio-educativas e temáticas quinzenais com 84 mulheres. Também articula grupos de trabalho com mulheres idosas, jovens e lésbicas, e mantém um núcleo de Jornada Ampliada do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI, atendendo 50 crianças e adolescentes, a Biblioteca Comunitária da Cidadania e o INTERCENTER - Informática para mulheres.
O Grupo de Mulheres Cidadania Feminina é membro do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (COMDICA) do Recife e da Coordenação do Fórum de Mulheres de Pernambuco, e participa do Conselho Municipal da Mulher do Recife e da Articulação de Mulheres Negras.
O projeto
O projeto Apitaço - Mulheres enfrentando a violência, a ser ampliado com apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos, foi idealizado em 2003 como uma adaptação de experiências bem-sucedidas, em diversos países sul-americanos, de denúncia da violência contra mulheres. A idéia do apitaço é estimular a reação, por parte de outras mulheres e da comunidade, a ações de violência doméstica ou sexista no momento em que ocorrem, através do uso de apitos em frente ao local do crime, como forma de denúncia e constrangimento do agressor. Como resultado, constatou-se concretamente a diminuição dos casos de violência e o estímulo ao enfrentamento das agressões.
Visando fortalecer esta ação coletiva e articular uma rede de enfrentamento à violência contra a mulher na periferia do Recife, tendo o apito como instrumento de alerta e referência, o projeto prevê a intensificação dos processos de formação das mulheres nas comunidades e a expansão do trabalho para outros bairros da cidade, além da produção coletiva de uma cartilha para socialização da experiência.
Inicialmente, o projeto beneficiará diretamente 50 mulheres das comunidades do Córrego do Euclides, Boqueirão, Alto Nossa Senhora de Fátima, José Bonifácio e Bomba do Hemetério, através de atividades de articulação de organizações existentes nas comunidades envolvidas, e oficinas sobre gênero, raça e etnia, direitos sexuais e reprodutivos, violência contra a mulher, a lei Maria da Penha e a fala pública da mulher (comunicação e expressão).
|