Projetos

AGLTS - Associação de gays, lésbicas e transgêneros de Santana

Santana sem homofobia – 2ª fase

05-07-2011

A missão da organização é promover o acesso ao atendimento social, psicológico e jurídico dos homossexuais; prestar assessoria a entidades e grupos, nos assuntos de interesses dos LGBT’s; apoiar outras organizações assistenciais que ajudem pacientes com HIV/Aids/DST; propor, discutir e contribuir com a formulação de políticas públicas municipais, estaduais e federais; e estimular projetos sociais voltados para a educação, saúde, esporte e lazer. A AGLTS faz parte da Rede ONGs do Norte, da Aliança Naciona LGBT, da Rede Arte Gay, da rede Faor, da Rede ONG Aids, entre outras.

Desde sua fundação, em 2003, a AGLTS vem realizando eventos de promoção da filosofia e “modus vivendi” dos homossexuais. No ano passado, o grupo realizou a 1ª fase do projeto Santana Sem Homofobia, com o apoio do Fundo Brasil. O projeto visava realizar um levantamento do numero de LGBT em situação de prostituição e violação de direitos humanos, e melhorar a qualidade no atendimento nos serviços oferecidos pelo poder publico estadual e municipal em Santana, especialmente na área da Assistência Social. Além de atingir cerca de 250 participantes de oficinas e seminários, o projeto foi divulgado pela mídia local.

Projeto

A 2ª fase do projeto Santana sem homofobia pretende ampliar as atividades de formação aos técnicos e gestores da área da Saúde (SUS), na tentativa de diminuir o preconceito contra homossexuais no município. De acordo com o grupo, os serviços de saúde estão entre os mais procurados pelo público LGBT, e ainda há discriminação por parte dos profissionais que o atendem.

O mapeamento dos espaços onde foram registrados relatos de preconceito em atendimentos públicos, realizado na primeira etapa, apontou um significativo número de situações que submetiam os homossexuais a violações de direitos no setor de saúde pública: 70% dos que responderam à pesquisa já haviam sofrido algum tipo de constrangimento nessa área. A continuidade das ações, agora voltadas aos profissionais da saúde, é portanto uma demanda percebida na primeira fase do projeto.

Segundo a associação, foi observada uma real melhora no atendimento público na área de Serviço Social, nas unidades onde aconteceram as ações. Os participantes do projeto tornaram-se importantes aliados no combate à homofobia e multiplicadores da defesa dos direitos humanos.

Para alcançar resultado semelhante, entre as atividades propostas estão a divulgação do projeto na mídia em geral, especialmente em Rádio e TVs; visitas institucionais às unidades para sensibilizar quanto à relevância de executar o projeto; oficinas com a participação de voluntários que já atuaram na primeira etapa; e a realização do “II Seminário de Políticas Públicas LGBT”.

São parceiros no projeto o departamento de DST/Aids, que vai ceder preservativos a serem distribuídos nos eventos, e a Casa Brasil, que cederá o espaço físico para os encontros e oficinas.