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Grupos que atuam na área de Justiça Criminal participam de intercâmbio nos EUA

Troca de aprendizados e fortalecimento de estratégias fazem parte das atividades, realizadas pelo Fundo Brasil em parceria com a Fundação Open Society

09 outubro 2017

- por Cristina Camargo -

Francisca Sena, do Inegra; Wagner Moreira, do IDEAS; Douglas Belchior, consultor do Fundo Brasil; Raull Santiago, do coletivo Papo Reto; Edna Jatobá, do Gajop; e Diogo Cabral, do SMDH (Crédito: Fundo Brasil)

Ativistas de quatro organizações apoiadas pela Fundo Brasil em parceria com a Fundação Open Society participam esta semana de um intercâmbio nos Estados Unidos com grupos e ativistas que atuam na luta contra o racismo no campo da Justiça Criminal.

O intercâmbio entre organizações é incentivado pelo Fundo Brasil como uma forma de possibilitar a troca de aprendizado e o fortalecimento de estratégias de atuações conjuntas. Além disso, é uma atividade prevista no apoio concedido por meio da linha especial “Justiça Criminal – Prisão Provisória no Nordeste, com Ênfase na Questão Racial”, realizada em parceria com a Fundação Open Society.

As organizações que participam da viagem de intercâmbio são a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, o Gajop – Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares, o IDEAS – Assessoria Popular e o Inegra – Instituto Negra do Ceará.

Também fazem parte do intercâmbio Maíra Junqueira, coordenadora executiva adjunta e coordenadora de relacionamento com a sociedade do Fundo Brasil; Pedro Lagatta, assessor de projetos do Fundo Brasil;  Douglas Belchior, consultor do Fundo Brasil; e Raull Santiago, do coletivo Papo Reto – Complexo do Alemão.

Nesta terça-feira, dia 10, os intercambistas participam em Nova Iorque da Smart on Crime – The Innovations Conference, realizada durante dois dias no John Jay College.

A conferência vai reunir líderes comunitários, profissionais de Justiça Criminal, empresas, fundações, comunicadores e pesquisadores para mostrar intervenções promissoras na área.

Também na terça, acontece uma das principais atividades do intercâmbio, o debate “Policing Black Bodies: Do Black Lives Matter?”, uma conversa sobre violência policial contra a população negra no Brasil e nos Estados Unidos. Realizado pelo Fundo Brasil, Open Society´s Human Rights Initiative e Justice Roundtable, o debate reunirá ativistas negros e negras dos dois países para trocar experiências de resistência e falar sobre os desafios do enfrentamento à injustiça racial e à violência. Vão participar Francisca Sena, do Inegra; Wagner Moreira Campos, do Ideas; Marlon Patterson, fundador do The Precedential Group; e Sakira Coor, consultora da Conference on Civil and Human Rights.

Na quarta-feira, dia 11, os brasileiros continuam na conferência e vão participar de uma sessão de estratégia com Marbre Stahly Butts (Law for Black Lives); o advogado e escritor Marlon Peterson; Kleaver Cruz (The Black Joy Project); a pesquisadora e advogada Andrea Ritchie; e Carl Lipscomb.

De quinta-feira, 12, a sábado, 14, em Atlanta, o grupo estará na Reform Conference, uma conferência internacional sobre a política de drogas que reunirá pessoas de todo o mundo em torno do debate sobre o fim da “guerra” às drogas.

Na sexta-feira, dia 13, além dos debates da conferência, os ativistas participam do lunchtime session “Race, Class and Global Drug Policy – Grand Ballroom ABCD”, evento em que haverá troca de experiências, debates sobre contextos e estratégias entre representantes do Brasil, dos Estados Unidos, da Jamaica, da França e do Reino Unido sobre a luta por justiça racial e pela reforma da política de drogas.

Serão abordadas as conexões e pontos em comum entre os diferentes contextos; os impactos do policiamento racista; os impactos específicos sobre a juventude e as mulheres; diferenças nos cuidados de saúde e acesso ao tratamento e o papel da desigualdade escolar e econômica.

Também serão compartilhadas estratégias sobre comunicação e mobilização para mudanças políticas que promovam a justiça racial e a justiça social.

Justiça Criminal

A linha especial Justiça Criminal foi criada pelo Fundo Brasil em 2014 para fortalecer organizações que atuam nessa temática, com o objetivo de transformar ou contribuir para a implantação de políticas públicas.

A linha especial, desenvolvida em parcerias com as fundações OAK e Open Society, já apoiou projetos em São Paulo, Rio de Janeiro e no Nordeste – neste último caso com um olhar específico para a questão racial.

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